Movimento feminista surdo realiza encontro no Rio para debater questões de gênero

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No dia 11 de novembro de 2016, aconteceu o I Encontro Feminismo e Empoderamento Surdo, no Rio de Janeiro. Ao todo, o evento contou com 11 palestrantes (surdas e ouvintes). Foram discutidas questões como machismo, sexismo, luta pelos direitos das mulheres, objetificação do corpo da mulher, desigualdade de gênero, violência doméstica, cultura do estupro, diversidade sexual, maternidade e mansplaining (quando um homem impede que a mulher termine seu discurso).

O movimento feminista surdo no Rio de Janeiro foi iniciado há poucos meses. Tudo começou com a posse da assistente social surda Maria Auxiliadora Araújo como coordenadora do programa de política para mulheres surdas da Feneis (Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos). Após isso, foi criado um grupo no Facebook (hoje com 12 pessoas), no qual mulheres surdas começaram a debater sobre direitos femininos.

Desde então, segundo as organizadoras que tocam o projeto com recursos próprios, o grupo vem sendo procurado por mulheres que sofrem violência doméstica. “No caso das surdas o problema é ainda mais grave devido a falta de acesso à informação”, alerta Maria Auxiliadora.

Durante o evento, a assistente social falou justamente sobre a importância do seu trabalho ao levar conhecimento sobre leis (como a Maria da Penha) para cidades do interior, onde a informação não chega às mulheres surdas. Auxiliadora ainda destacou a importância da educação dos meninos contra a cultura do estupro: “Os meninos devem ser ensinados desde cedo que a culpa pelo estupro não é da mulher e que ela deve ser respeitada independente da roupa que esteja vestindo”.

A assistente social também exaltou a importância da “sororidade entre as mulheres”, bem como os benefícios da união, e do resgate de mulheres em situações de abuso.

A notícia saiu na mídia: feneis.co/6mIG9i

Diretoria de Marketing e Comunicação

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